Programa de Aprendizagem: como engajar seus instrutores?

Trabalhar com aprendizagem exige vontade e força para vencer os diversos desafios que surgem diariamente. As dificuldades encontradas vão desde a adesão de empresas ao programa de aprendizagem até o engajamento de instrutores e aprendizes em sala de aula.

O trabalho de uma instituição qualificadora começa com a captação de empresas que precisam aderir à Lei da Aprendizagem (10.097/2000) e contratar aprendizes.

Essa tarefa exige um esforço muito grande para conscientizar as companhias sobre a importância e as vantagens de contratar jovens aprendizes, além de ressaltar os riscos existentes em caso de descumprimento da Lei.

Nestas situações, cabe falar de possíveis multas que a empresa pode sofrer por não cumprir sua cota de contratação de aprendizes. Por isso, a importância do trabalho de conscientização e esclarecimento da instituição qualificadora.

Por que contratar um jovem aprendiz?

É importante deixar claro aos futuros instrutores que o programa de aprendizagem vai muito além do cumprimento de uma Lei. A contratação de aprendizes é uma iniciativa que tem por objetivo a capacitação de jovens para o mercado de trabalho.

As empresas ganham porque têm a oportunidade de formar o jovem de acordo com sua cultura e valores. E os jovens são beneficiados com o aprendizado de uma profissão e a possibilidade de construir uma carreira profissional, estando ou não na mesma compania.

Além da prática profissional nas empresas, o jovem aprendiz precisa ter um aprendizado teórico. A instituição qualificadora é responsável por preparar esse jovem para o mundo do trabalho e formar um cidadão consciente de seu papel social.

 

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Engajamento de instrutores e seu efeito sobre os aprendizes

Quando queremos que outras pessoas acreditem em nosso negócio ou em uma nova ideia, o engajamento é necessário para demonstrar a paixão e a crença que temos em relação a determinado assunto.

Isso faz toda a diferença no momento de contagiar e impactar as pessoas próximas ou envolvidas diretamente em um projeto. Na aprendizagem acontece exatamente assim.

Quanto mais paixão e dedicação um aprendiz perceber em seu instrutor, mais motivado e interessado ele será. Tanto na prática profissional dentro da empresa quanto nas aulas teóricas que acontecem, quase sempre, na instituição qualificadora.

Em parte, esse engajamento evita a evasão de instrutores e aprendizes e reforça cada vez mais a capacidade de transformação pessoal e profissional que o programa pode proporcionar aos participantes.

Mas engajar e fazer com que uma pessoa compre a ideia de fato não é tarefa fácil. Por isso, daremos algumas dicas de como manter seu instrutor engajado e, de quebra, ter aprendizes mais motivados e interessados.

5 dicas para engajar os instrutores de seu Programa de Aprendizagem

1. Explique o que é o Programa de Aprendizagem

O primeiro passo para ter instrutores engajados é explicar bem o que é o Programa de Aprendizagem e como este pode impactar positivamente na vida dos jovens brasileiros atendidos.

Com uma visão geral da aprendizagem, o futuro instrutor vai entender a dimensão do programa e a importância do seu papel na sala de aula. Ele perceberá que é o ponto de ligação entre o conteúdo teórico e a prática profissional do aprendiz.

Sendo assim, o conteúdo aplicado nas aulas deve dialogar com a realidade vivida pelo jovem no ambiente de trabalho. É necessário que o aprendiz entenda e enxergue como transformar aquele conhecimento teórico em prática, seja na vida pessoal ou profissional.

 

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2. Apresente o público ao time de instrutores

Os futuros instrutores devem saber para qual tipo de público sua energia será direcionada. Isso faz toda a diferença na preparação das aulas e escolha de temas e formas para trabalhar determinados conteúdos na sala de aula.

A faixa etária dos jovens atendidos pelo programa é de 14 a 24 anos e as realidades vividas por eles podem ser as mais diversas. Alguns podem estar em situação de vulnerabilidade social, ou, até mesmo, sendo vítimas de exploração do trabalho infantil.

Nestes casos, a aprendizagem surge como a solução para que esses jovens trabalhem de maneira regulamentada e com todos os seus direitos garantidos.

 

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Além disso, a maioria dos aprendizes não tem experiência profissional e precisa receber orientações básicas sobre comportamento e convivência no ambiente de trabalho.

Em poder dessas informações, os futuros instrutores terão mais subsídios para montar aulas e pensar em abordagens que tenham significado e façam efeito para esse público.

3. Coloque o instrutor em contato com exemplos reais

Muitas pessoas não conhecem os programas de jovem aprendiz e não fazem ideia do poder transformador que eles possuem. Por isso, é importante explorar esse aspecto.

Durante a formação de um instrutor de aprendizagem é interessante que ele tenha contato com cases e exemplos reais das mudanças que o programa pode trazer para a vida dos jovens.

Se você tiver turmas de aprendizagem em andamento ou já tiver formado alguns aprendizes, pode solicitar a eles para darem um depoimento relatando sua experiência com o programa e os resultados proporcionados por ele, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Na impossibilidade de realizar um encontro presencial, solicite um vídeo com um breve relato desses aprendizes. Esse processo é fundamental para que os futuros instrutores tenham algum contato com a realidade vivida por esses jovens.

4. Mostre o potencial de um bom Programa de Aprendizagem em termos de oportunidades de carreira

Para falar das oportunidades de carreira na vida de um jovem aprendiz, é possível convidar empresas parceiras que relatem o desenvolvimento pessoal e profissional desses jovens no ambiente de trabalho.

Empresas que ofereçam oportunidades de crescimento para os aprendizes que se destacam ou demonstrem um maior interesse nas atividades exercidas na companhia.

O importante é que seja possível visualizar as oportunidades de construção de carreira e de uma vida profissional de sucesso começando pelo programa de aprendizagem.

Esse momento traz confiança ao futuro instrutor, que será convencido e acreditará mais rapidamente nas oportunidades profissionais que esse jovem pode ter a partir do programa de aprendizagem.

5. Facilite o trabalho do instrutor com conteúdos de qualidade

Conteúdos como Meio Ambiente, Direitos Humanos, Educação para o Trabalho, Gestão e Empreendedorismo fazem parte da grade curricular de um programa de jovem aprendiz.

Para aplicação na aprendizagem, o instrutor deve trabalhar os conteúdos de maneira generalista e manter o aprendiz engajado. Com o apoio de um conteúdo de qualidade e produzido especialmente para a aprendizagem, esse processo é facilitado.

O instrutor deve ter em mente que as aulas precisam ser dinâmicas e interessantes para chamar e prender a atenção do aprendiz. Além disso, é necessário mostrar ao jovem como aquele conteúdo pode e deve ser aplicado na prática.

Os jovens podem não perceber o grande valor do aprendizado teórico e para que isso não ocorra, o instrutor deve construir pontes entre a teoria e a prática.

Instrutores engajados para trabalhar com jovens aprendizes

Todo esse processo de apresentação do programa de aprendizagem e seu poder de transformação é fundamental para que o instrutor esteja ambientado no programa e perceba a dimensão do trabalho que precisa ser realizado com os aprendizes.

Formar para a vida profissional é o principal objetivo do programa, mas existe um trabalho para formar um cidadão consciente de seu espaço e papel na sociedade.

É um trabalho desafiador que precisa de dedicação, confiança no programa e aposta nos aprendizes, que serão os futuros profissionais do Brasil. Estar alinhado aos interesses da instituição e dos aprendizes e ao ideal de transformação é imprescindível para o sucesso do programa de aprendizagem.

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