O EAD no ensino técnico é uma boa opção de investimento?

Conforme avança o desenvolvimento do âmbito digital, mais auxílio às tarefas cotidianas as pessoas possuem. Nesse sentido, torna-se possível realizar diversas atividades que antes eram impensáveis de uma forma que não a pessoal ou presencial. A educação é um bom exemplo disso: a tradicional exposição de conhecimento em sala de aula ainda é muito comum, mas o meio digital já está proporcionando experiências diferentes para os alunos.

É o caso do ensino à distância (EAD), que consiste em cursos de diferentes níveis educacionais dados de forma online – em alguns casos, há poucas aulas e atividades presenciais. Seu público é composto majoritariamente por pessoas com pouca disposição de tempo para dedicar aos estudos ou para se locomover até uma Instituição de Ensino (IES).

Nesse sentido, a fim de ampliar a atuação da marca no mercado e atender uma base maior de alunos, diversas escolas, principalmente técnicas e de ensino superior, tem investido no modelo de ensino. Em meio a um tempo de mudanças no âmbito educacional, certamente surgem dúvidas com relação ao retorno desse investimento. Continue lendo para saber se é uma boa ideia investir no EAD.

Primeiro, saiba como está o mercado do EAD no Brasil

A tendência, no Brasil, é que o EAD cresça e represente uma parcela cada vez maior dos alunos matriculados em cursos de diferentes níveis educacionais. Utilizemos o ensino superior como exemplo: de acordo com o último Censo de Educação Superior, publicado pelo Inep em 2016, os alunos matriculados em cursos EAD já representam um quinto de todas as matrículas do ensino superior.

Tal dado representa um aumento de 7,2% no período em relação ao censo anterior. Já o modelo presencial teve suas matrículas diminuídas em 1,2%, mostrando que a aceitação ao ensino à distância está crescendo com o passar do tempo. Atualmente, o EAD é uma realidade para quem deseja complementar a sua formação ou mesmo ter excelência em alguma profissão – como é o caso do ensino técnico.

Em seguida, entenda o processo de criação de um curso à distância

Criar um curso à distância, no entanto, não é algo tão simples. Tendo uma dinâmica e um funcionamento totalmente diferente de cursos presenciais em sala de aula, é necessário mergulhar no âmbito digital para que tudo seja feito dentro dos conformes e com qualidade. Uma plataforma digital suficiente, por exemplo, é algo ao qual a IES não pode abrir mão – o portal precisará suportar todo o conteúdo do curso.

Para definir essa questão em relação à tecnologia a ser utilizada, é necessário realizar um planejamento acerca das aulas, atividades e formatos a serem dados ao aluno matriculado. Dependendo da abordagem, aulas on-line serão priorizadas em detrimento de fóruns voltados para discussão – ou os dois juntos, se for o caso.

O principal ponto na criação de um curso EAD é definir o conteúdo a ser passado, além de estabelecer a forma como isso será feito. A partir disso, torna-se mais fácil o processo de escolha de uma plataforma online, além de encaminhar estratégias de divulgação/marketing relacionado ao produto em questão.

É preciso diferenciar o material didático

Se tratando de um modelo de ensino bem diferente do que estamos acostumados tradicionalmente, é interessante que a IES pense em uma abordagem diferente para o EAD. Pensando que as aulas são online e, assim, distante entre aluno e professor, elementos do âmbito digital ajudarão a potencializar o aprendizado dos matriculados.

A gamificação é um bom exemplo disso. Sendo uma forma de aproveitar o método dos jogos em atividades do cotidiano, o conceito é atrativo para os usuários, melhorando a sua experiência com o conteúdo das aulas.

“Um curso EAD aumentará a minha base de alunos?”

Tendo em vista a tendência de crescimento do EAD no segmento educacional, a questão do aumento da base de alunos é uma das principais a serem consideradas quando se pensa em fazer um investimento desses. Fato é que a probabilidade de isso acontecer com o curso à distância é maior e mais viável em relação ao modelo presencial.

Para aumentar a oferta de vagas para alunos em sala de aula, seria necessário ampliar toda a estrutura da IES – algo que demandará custos altos. O investimento na plataforma online e em todas as ferramentas necessárias no âmbito digital também não será reduzido, mas certamente pode dar retorno de forma mais rápida e com mais eficiência.