Como evitar a instabilidade financeira na sua escola

Na trajetória de uma instituição de ensino (IE), é possível encontrar alguns momentos de instabilidade financeira e de baixas no número de alunos matriculados. Os motivos podem ser diferentes para cada uma delas, mas é sempre necessário que a escola encontre alternativas para driblar o momento ruim e possa, assim, dar a volta por cima.

Um caminho possível para se manter longe das dificuldades que podem ser causadas pela instabilidade financeira é:

  • Analisar bem o cenário no qual a escola está inserida;
  • Conhecer muito bem seu público-alvo;
  • Aproveitar os espaços ociosos da escola;
  • Investir em educação à distância (EAD);
  • Conhecer a concorrência.

5 ações para evitar a instabilidade financeira em sua escola

1. Cenário

A análise do cenário em que a escola está inserida deve levar em consideração a situação econômica do público-alvo e da comunidade no entorno da instituição de ensino. Com isso, é possível desenvolver campanhas mais assertivas para atrair e captar novos alunos.

Quando pensamos na situação econômica, alguns fatores são muito importantes, como:

  • A alta ou a queda na taxa de empregabilidade da região;
  • O desenvolvimento da economia local e do país.

Pensar na empregabilidade é ainda mais importante quando falamos em escolas técnicas, uma vez que um dos principais objetivos dos alunos de cursos técnicos é conseguir o primeiro emprego ou conquistar uma nova vaga no mercado de trabalho.

A análise ganha, então, um caráter mais prático, porque até o curso que será ofertado pela IE precisa ser pensado com calma. Nesse momento vale a pena levantar questões como:

  • Teremos demanda de alunos para esse curso?
  • Quais empresas estão próximas à escola?
  • Formaremos profissionais que possam trabalhar nessas companhias?

Além de contribuir para a definição de cursos a serem ofertados na escola, conhecer as empresas locais e suas áreas de atuação ajuda a abrir portas para futuras parcerias. Alunos podem ser indicados para vagas de trabalho, e algumas atividades, como ciclo de palestras, podem ser realizadas em conjunto.

Feito o reconhecimento das empresas locais, é hora de olhar para a comunidade como um todo. Nesse processo, as seguintes perguntas podem surgir:

  • Quem são as pessoas que moram mais próximas à escola?
  • O que elas procuram?
  • Quais são suas demandas?

Esse levantamento é importante para verificar se os valores praticados estão de acordo com a realidade dos potenciais alunos que podem ser captados pela IE. Sem essa verificação, a escola corre o risco de não atingir seu público-alvo e ter uma campanha de captação abaixo do esperado, o que acaba impactando negativamente em suas finanças.

Nesse ponto, chegamos ao histórico econômico da própria escola, que deve ser acompanhado para que se verifique momentos de alta e baixa na lucratividade.

2. Conhecendo o público-alvo

Atualmente, a definição de público-alvo vai muito além da coleta de dados sobre a faixa etária e a situação socioeconômica em que o indivíduo está inserido. Informações detalhadas sobre o comportamento são fundamentais para bons resultados em uma campanha de marketing, por exemplo.

Para definir e conhecer bem o seu público-alvo, é necessário um trabalho que envolva diversas áreas para que o máximo de informações sejam colhidas.

É importante ouvir alunos, ex-alunos, professores, coordenadores, equipes de marketing e comercial, e outras pessoas que tenham contato direto com a escola e, principalmente, conhecimento da realidade da educação técnica.

Essa definição precisa ser bem detalhada e assertiva, pois a partir dela a IE terá dados para:

  • Criar campanhas de captação;
  • Pensar em melhorias para a escola, seja em relação à infraestrutura física ou metodologia de ensino;
  • Desenvolver estratégias para motivar e engajar os estudantes.

>> Para saber mais sobre captação e retenção de alunos, confira os 5 passos fundamentais para o sucesso da sua campanha de matrículas


Com a definição do público-alvo e uma boa análise sobre o cenário no qual a escola está inserida, a evasão poderá ser evitada, os alunos terão mais chances de empregabilidade, farão melhores escolhas em relação ao curso a ser estudado e enxergarão mais possibilidades de um futuro promissor na profissão escolhida.

3. Aproveite o espaço ocioso em sua escola

Outra maneira de evitar a instabilidade financeira de sua IE é encontrar novos negócios que possam ser implantados em períodos ociosos, mesmo que essa nova oportunidade seja direcionada a um público-alvo diferente daquele definido para os cursos técnicos.

Para investir em uma nova frente de trabalho, a escola deve, primeiramente, verificar os principais horários de ociosidade, e se nos horários de maior movimento de alunos existem salas que possam ser usadas para outra finalidade.

Feito isso, é hora de pensar que tipo de negócio teria uma boa aderência na região e que pudesse atender a demanda das comunidades ou empresas locais. Caso a escola já tenha feito uma análise para conhecer o mercado local, metade do trabalho já estará concluído.

O estudo sobre a região e o conhecimento das necessidades de moradores e empresários locais é fundamental para a escolha de um investimento que realmente faça a diferença para a estabilidade financeira de sua IE.

Uma ótima opção de negócio para uma escola técnica é o programa para formação de aprendizes, como o Melhor Aprendiz, da SOMOS Ensino Técnico.

Pela Lei da Aprendizagem (lei nº 10.097/2000), as empresas brasileiras são obrigadas a cumprir uma cota de contratação de aprendizes que vai de 5 a 15% do total de funcionários contratados em determinadas funções.

A faixa etária de participação dos jovens é de 14 a 24 anos e eles precisam estar matriculados em uma instituição de ensino para que possam participar de programas de aprendizagem.

Essa nova frente de atuação é muito interessante para escolas técnicas porque, quando o aluno termina o ensino médio regular, ele pode continuar como aprendiz, fazendo um curso técnico.

Caso o aprendiz trabalhe em uma empresa em que seja possível ter oportunidade profissional em uma determinada área, ele pode se tornar aluno de curso técnico visando melhorar sua qualificação para o mercado de trabalho.

Assim, a escola que tem o aluno no programa de aprendizagem pode, no futuro, garantir sua matrícula em um curso técnico. Além disso, ganha proximidade com as empresas locais que, geralmente, encontram dificuldades para contratar jovens aprendizes.


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4. Educação à distância (EAD)

Se você ainda não investe em educação a distância (EaD), deve começar a levar essa possibilidade em consideração. Essa é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil e traz muitos benefícios para a escola, como:

  • Não existe limite de alunos por turma: como o ensino acontece em um ambiente virtual de aprendizagem, muitas pessoas podem acessar o mesmo conteúdo ao mesmo tempo;
  • Pessoas de diversas localidades podem fazer o curso on-line em sua escola: isso aumenta o alcance de atuação da IE e as possibilidades de captação de novos alunos;
  • Como não existe a utilização de espaço físico, outras atividades podem ser realizadas na escola nos períodos de ociosidade: isso ajuda a evitar a instabilidade financeira da IE.

Se a escola fica em uma região em que as pessoas têm dificuldade de locomoção, o curso EaD é a solução para que todos tenham a oportunidade de continuar estudando. É sempre importante “ficar de olho” na concorrência para saber quais cursos são ofertados e suas modalidades.

5. Conheça seus concorrentes

A escola pode ter uma excelente estratégia de captação e retenção de alunos e conhecer bem a região em que atua, mas se não acompanhar seus concorrentes, ela corre o risco de não obter o sucesso desejado.

Estar próximo à concorrência é fundamental para que se saiba quais são seus pontos fortes e fracos; verificar quais cursos são ofertados e suas modalidades; o tipo de material didático utilizado em sala de aula e as atividades extras que sejam planejadas para o engajamento; e a motivação dos alunos.

Com esses dados em mãos, você deve fazer uma comparação e responder algumas perguntas:

  • O que a minha escola tem de melhor?
  • Qual é a minha maior desvantagem em relação ao concorrente?
  • O que eu preciso melhorar em termos de infraestrutura e metodologia de ensino?
  • O que eu posso oferecer como diferencial?

Para chegar às melhores respostas, é interessante fazer uma pesquisa com alunos e ex-alunos para identificar suas expectativas em relação à escola e se elas foram ou estão sendo atendidas.

Depois disso, deve-se conversar com professores, coordenadores e equipes de marketing e comercial, além de fazer um cruzamento de dados, porque, muitas vezes, não temos uma visão real do que é esperado pelos alunos.

É muito provável que as sensações e as impressões de quem foi ou é seu aluno atualmente sejam as mesmas de seu público-alvo, das pessoas que você está tentando captar para sua IE.

Por isso, é necessário ter um alinhamento entre expectativa e realidade. Conhecer e entender as possíveis frustrações de um aluno é fundamental para construir um ambiente de melhoria contínua.

Isso fica visível para quem acompanha o processo e faz parte da mudança. Todos querem se sentir acolhidos pela escola e perceber que existe uma preocupação com o que é aprendido e como esse aprendizado acontece.

Uma pesquisa semestral ou anual com os alunos é uma alternativa para atender essa necessidade. Ao fim de cada semestre ou ano letivo, a escola colhe informações dos alunos e, a partir disso, pensa em seu planejamento para o próximo período de aulas.

Evidentemente nem tudo será colocado em prática, mas deve ficar no radar da escola para ser levado em consideração em decisões que precisem ser tomadas e que impactem diretamente a vida do aluno e sua experiência com o curso.

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