Contratar jovem aprendiz é questão de responsabilidade social

Nesta segunda, 12, começa a 2ª Semana Nacional da Aprendizagem que tem como principal objetivo conscientizar as empresas sobre a importância de contratar jovens aprendizes.

Não por coincidência, no mesmo dia 12 é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. E qual a relação entre assuntos tão diferentes? Na verdade, nem tão diferentes assim. Em ambos falamos de jovens, oportunidades e trabalho. A relação que se propõe é que, com o aumento da adesão ao programa de aprendizagem as empresas possam contribuir para a diminuição do trabalho infantil no Brasil.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) 2015 aponta que existem no Brasil cerca de 2,6 milhões de crianças, com idade de 5 a 17 anos, em situação de trabalho infantil. Desse total, 2,2 milhões são jovens com a faixa etária de 14 a 17 anos.

Mais de 80% do total de crianças e jovens que trabalham no Brasil atualmente poderiam estar inscritos em programas de aprendizagem. Isso os colocaria no mercado de trabalho formal, com a possibilidade de aprender e se desenvolver em uma profissão e poderiam contar com melhores condições e oportunidades de trabalho e emprego.

Metodologia Melhor Aprendiz

A instituição qualificadora, que forma o aprendiz, é responsável pela aplicação da metodologia do programa de jovem aprendiz. O conteúdo deve estar de acordo com as exigências da Lei da Aprendizagem e deve formar o jovem para a prática profissional.

Para atender a necessidade de seus clientes, a Somos Ensino Técnico criou o Melhor Aprendiz, única metodologia de ensino para aprendizes validada pelo Ministério do Trabalho (MTE). O conteúdo desenvolvido pela Somos Ensino Técnico atende demandas específicas para diversas áreas de atuação.

Para instituições qualificadoras que começaram agora no mundo da aprendizagem, ou que já tenham atuação nesse segmento, é fundamental contar com parceiros que ofereçam suporte pedagógico e acadêmico, além de conteúdo de qualidade. Conheça o Melhor Aprendiz agora mesmo e saiba como se tornar uma instituição qualificadora e como abrir suas primeiras turmas de jovem aprendiz.

Jovens aprendizes contribuem para a economia das empresas

Quando falamos em aprendiz, Lei da Aprendizagem (10.097/2000) ou cotas para contratação de um aprendiz, muitas são as dúvidas que surgem. Tanto para as empresas que precisam da mão-de-obra, quanto para os jovens que procuram o primeiro emprego ou mesmo para instituições que queiram ser ou que já sejam qualificadoras.

O programa de aprendizagem é visto, muitas vezes, apenas como o cumprimento de mais uma Lei. Mas uma visão tão limitada em relação ao aprendiz pode prejudicar a contratação, a formação e o desenvolvimento do jovem dentro de uma empresa.

O cumprimento das cotas definidas por Lei, que vão de 5 a 15%, a depender do porte da companhia, deve ser visto como um investimento em mão-de-obra qualificada e preparada exclusivamente para o negócio da empresa. A área de recursos humanos pode diminuir índices de rotatividade de funcionários e também custos com treinamentos e reciclagens.

A economia acontece porque o aprendiz é treinado diariamente, ele conhece a cultura do local, as pessoas e os processos. Se existir plano de carreira melhor ainda porque o jovem terá um “caminho” a ser percorrido de acordo com a profissão que escolher e a empresa desenvolverá talentos que serão aplicados em benefício da companhia.

Além de tudo isso, ao ser contratado o jovem ganha uma nova perspectiva de vida, o que pode se estender a sua família. Com a entrada no programa de aprendizagem, ele pode fazer planos para investir no futuro porque sabe que vai aprender uma profissão. Ao mesmo tempo, poderá ajudar sua família com seu salário, ou assumir suas próprias despesas, o que não deixa de ser uma contribuição para a economia do lar.

Empresas que contratam aprendizes vão muito além do cumprimento de uma Lei. Elas cumprem um papel social muito importante que deve ser valorizado e divulgado a outros empresários. Dar uma oportunidade para o jovem é o primeiro passo para que ele se torne um cidadão participativo e consciente de seus direitos.

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