Como conscientizar empresas a contratar um jovem aprendiz?

Falar e conscientizar sobre a contratação de aprendizes é uma das tarefas mais importantes das instituições qualificadoras. Essas são as empresas que oferecem os cursos teóricos para a formação do jovem aprendiz, que também tem uma carga horária prática a ser cumprida na empresa que o contrata.

Embora a Lei da Aprendizagem (10.097/2000) tenha entrado em vigor em 2005, muitas empresas desconhecem a Lei e não sabem que precisam cumprir uma cota mínima para a contratação de jovem aprendiz. E isso acaba dificultando o trabalho das instituições qualificadoras.

O desafio na abordagem das empresas é:

  • Explicar sobre a Lei da Aprendizagem;
  • Falar da sua importância para a empresa;
  • Mostrar as vantagens das empresas que contratam aprendizes.

Tudo isso deve ser feito de uma maneira que faça a empresa perceber que programas de aprendizagem vão muito além do cumprimento de uma Lei. Na verdade, tratam-se de excelentes oportunidades para a formação de profissionais qualificados para o mercado de trabalho.

Siga nossas dicas e conscientize mais empresas sobre a importância da Lei da Aprendizagem — tanto para as empresas que contratam quanto para os jovens aprendizes contratados.

O que é a Lei da Aprendizagem?

É muito importante falar da Lei da Aprendizagem, mas seja objetivo e prático nesse momento. Ressalte os principais pontos que são importantes para a empresa e que justificam a apresentação.

O trecho a seguir, que fala das empresas que devem, obrigatoriamente, contratar aprendizes é um ponto muito relevante. Esse é o momento de mostrar a situação na qual a empresa se enquadra e justificar sua empresa para a companhia.

Os estabelecimentos de qualquer natureza, que tenham pelo menos 7 empregados, são obrigados a contratar e matricular aprendizes nos cursos de aprendizagem, atendendo o percentual mínimo de 5% e máximo de 15% das funções que exijam formação profissional.

Deixe claro que a contratação de aprendizes é facultativa apenas nos seguintes casos:

  • Microempresas (ME);
  • Empresas de Pequeno Porte (EPP);
  • Entidades sem Fins Lucrativos (ESFL).

Você pode sugerir a leitura ou consulta do Manual da Aprendizagem. O documento possui 70 perguntas e respostas sobre jovem aprendiz e é muito útil para as empresas tirarem algumas dúvidas.


>> Entenda mais sobre o funcionamento da fiscalização de programas de aprendizagem com a implantação do eSocial


E o que é um jovem aprendiz?

Um aprendiz, como o próprio termo já diz, é uma pessoa que está aprendendo ou estudando sobre algo, como uma profissão ou área de conhecimento.

De acordo com a Lei da Aprendizagem, jovens de 14 a 24 anos podem participar de programas de aprendizagem. O contrato pode ter duração máxima de dois anos e o período de formação deve intercalar a vivência prática na empresa com a teoria na sala de aula.

Pessoas com essa faixa etária geralmente têm pouca ou nenhuma experiência no mercado de trabalho. Em um primeiro momento isso pode parecer uma desvantagem, mas a empresa deve saber como usar essa realidade a seu favor.

Mostre que contratar um jovem aprendiz significa ter a oportunidade de treinar e qualificar um profissional de acordo com a cultura organizacional, levando em consideração as premissas de: missão, visão e valores da companhia.

Essa já é uma grande vantagem para os recrutadores, que muitas vezes enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com o perfil e conhecimentos necessários para o preenchimento de determinadas vagas. Mas outras vantagens também podem ser destacadas, tais como:

  • Diminuição de turnover;
  • Redução de custos com treinamento e capacitação;
  • Oportunidade de aproveitar o profissional em outra área;
  • Responsabilidade Social;
  • Aprendizado na instituição qualificadora;
  • Convivência de gestores e equipes com as novas gerações;
  • Desenvolvimento de gestores on the job, ao acompanhar e orientar os aprendizes;
  • Fortalecer a cultura de aprendizado na prática.

Alta rotatividade de funcionários é um problema para as empresas

A contratação de colaboradores é uma tarefa que toma muito tempo dos departamentos de recrutamento e seleção das empresas. É necessário receber currículos, filtrar candidaturas, entrevistar candidatos e fazer todo o processo burocrático da contratação.

E quando esse colaborador sai da empresa, motivado por insatisfação ou falta de adaptação à cultura ou ao ambiente corporativo, um novo processo deve ser iniciado para que uma nova contratação aconteça.

Esse é um problema que pode ser resolvido ou, pelo menos, amenizado, com a implantação de programas de aprendizagem. A contratação de um jovem aprendiz requer treinamentos e capacitações que formam o profissional de acordo com a cultura da empresa.

Esse é um princípio muito importante e valioso porque o jovem aprendiz de hoje, será o profissional de amanhã. As empresas devem encarar a aprendizagem como um meio de capacitar e qualificar bons profissionais para atuarem em suas áreas de negócios.

Fica claro que esse é um investimento de longo prazo, mas que vale muito a pena quando os frutos começam a ser colhidos. Se puder, use como exemplo um aprendiz que cresceu profissionalmente em uma empresa e mostre como isso foi benéfico para ele e para a companhia.

Se a empresa não enxergar essas e outras vantagens possibilitadas pela aprendizagem, ficará cada vez mais difícil de convencê-la a cumprir sua cota para contratação de jovem aprendiz.

Outra grande vantagem para as companhias é esclarecer que contar com colaboradores formados profissionalmente dentro da própria empresa diminui a necessidade de treinamentos e capacitações.

Claro que ainda será necessário fazer treinamentos para falar de novas práticas e tecnologias que passam a ser utilizadas na área de atuação, mas esse é um investimento para aprimorar o aprendizado e melhorar a entrega de trabalho da equipe.

Retenção de talentos

Em programas de aprendizagem as empresas encontram uma grande oportunidade de descobrir e reter talentos. O jovem aprendiz pode atuar na área administrativa da companhia, mas com a avaliação de um bom gestor pode ter um talento revelado para outra área.

E mesmo que um talento não seja descoberto, se a empresa percebe que o jovem aprendiz é um bom profissional e vale a pena mantê-lo no quadro de colaboradores, pode verificar se ele tem interesse em alguma outra área para que ele trabalhe após a finalização do contrato de aprendizagem.

Se a empresa tiver um programa para plano de carreira já estabelecido, o jovem aprendiz pode planejar seu futuro profissional. Assim que seu contrato de aprendiz termina, ele pode ser contratado para uma determinada área da empresa.

A partir daí é possível traçar junto ao seu gestor um plano de estudos que deve ser seguido para que se alcance um determinado cargo. É importante que isso seja feito respeitando os interesses pessoais do jovem aprendiz e as avaliações feitas por seus gestores diretos.


>> Você sabia que contratar um jovem aprendiz é uma questão de responsabilidade social? Confira mais argumentos para usar durante a abordagem de empresas!


Jovem aprendiz é muito mais que o cumprimento de uma Lei

Em uma apresentação sobre programas de aprendizagem, sempre deixe claro que a empresa cumpre um papel de responsabilidade social ao contratar jovens aprendizes.

Isso não deve ser dito com o intuito de convencer as empresas usando apenas um apelo de cunho social, mas sim para mostrar a relevância e importância de projetos como os programas de aprendizagem.

Muitos jovens que trabalham como aprendizes ganham uma nova perspectiva de vida com a oportunidade de aprender uma profissão e se desenvolver em uma empresa.

Em alguns casos, jovens são tirados de situação de exploração do trabalho infantil e ganham a oportunidade de ter um trabalho regulamentado e com carteira de trabalho assinada.

Por isso, sempre vale a pena mostrar para a empresa que existe um ganho com economia e retenção de talentos, mas também de resgate da motivação e da perspectiva para a construção de um futuro melhor.

Qual o papel da instituição qualificadora?

Deixe claro qual é o papel da instituição qualificadora em todo esse processo de contratação do jovem aprendiz e acompanhamento do seu desenvolvimento profissional.

Explique como funciona a contratação dos aprendizes, a carga horária na empresa e na instituição qualificadora e apresente o conteúdo e metodologia usados durante a formação dos aprendizes.

Se você conta com um parceiro como a Somos Ensino Técnico para a produção de conteúdo, terá o respaldo de usar um material aprovado pelo Ministério do Trabalho (MTE) e elaborado de acordo com as exigências do Código Brasileiro de Ocupações (CBO) ou Arco Ocupacional de cada atividade.

Esse é um momento oportuno para mostrar que existem muitas áreas de atuação para o aprendiz, e não somente o setor administrativo. O Melhor Aprendiz, da Somos Ensino Técnico, possui conteúdos desenvolvidos para vários CBOs e Arcos Ocupacionais. Solicite o contato de um de nossos especialistas agora mesmo para saber mais.


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Um comentário para “Como conscientizar empresas a contratar um jovem aprendiz?”

  1. Excelente Matéria e muito esclarecedora da importância e do funcionamento do programa de aprendizagem!!

    Com certeza o programa jovem aprendiz é muito mais do que o cumprimento da lei da aprendizagem, mas é abrir as portas o mundo do trabalho e para um país melhor, com mais igualdade!!

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