5 medidas para combater a evasão escolar

O abandono das salas de aula é uma realidade que compete a mais da metade dos jovens brasileiros de 19 a 25 anos, segundo pesquisa recente do Banco Mundial.

Desta maneira, a evasão escolar pode ser considerado um problema social, que envolve não só os alunos e suas famílias, mas também as escolas e, certamente, a administração pública.

Ao contrário do que se pode pensar, a principal causa da evasão nas escolas está ligada ao desinteresse do aluno nos estudos e não na necessidade precoce de trabalhar para ajudar com as contas em casa – por mais que esse também seja um fator bastante presente.

A solução do problema é complexa e deve envolver diversos setores da sociedade. Mas tudo começa na escola, e aqui várias ações podem ser tomadas para combater a evasão escolar. Confira a seguir cinco boas medidas:

Como combater a evasão escolar?

1. Identificar as fragilidades da escola

Para realizar melhorias em uma instituição de ensino, o primeiro passo é identificar os pontos fracos na estrutura, gestão e qualquer outro setor que, de alguma forma, a precariedade influencie na qualidade do ensino aos alunos. Um bom indicativo para essa questão é, justamente, número de alunos que costumam frequentar as aulas.

Caso o contingente esteja abaixo do considerado “normal”, há, com certeza, algo de errado que precisa ser identificado o mais rápido possível. A investigação por parte dos gestores pode se dar em todos os âmbitos da instituição.

Visto que o desinteresse pelos estudos é recorrente entre os jovens, mapear os pontos fracos das aulas em sala pode ser um dos pontos de partida para ter um diagnóstico completo.

2. Aplicar uma boa gestão escolar

Tendo em mãos uma análise detalhada dos problemas da escola, é possível integrá-los a sua gestão escolar. Gerir bem os recursos de uma instituição de ensino é fundamental para otimizar o aprendizado dos alunos.

Por boa gestão não entendemos a geração de mais receita para a escola, mas sim o bom direcionamento dos recursos já existentes – mesmo sendo poucos.

Integrando as fragilidades da instituição à gestão, é possível organizar o gerenciamento de modo a resolver esses problemas em algum momento. Reformas estruturais, por exemplo, podem ser feitas caso as finanças estejam organizadas – em algum momento, o caixa terá os recursos suficientes para conseguir executar os projetos.

Para realizar uma gestão escolar eficiente, utilizar a tecnologia como aliada também é necessário. Software de gerenciamento ajudam a otimizar os processos e, assim, economizam tempo aos gestores.

3. Melhorar a infraestrutura do local

É fundamental a escola oferecer uma boa infraestrutura para que nela os alunos possam extrair o máximo de conhecimento possível dos educadores. Uma sala de informática com computadores o suficiente para uma classe inteira, por exemplo, é mais eficiente do que ter de dividir a turma em duas aulas. Tornar o aprendizado mais produtivo é a questão.

Além de questões estruturais, é importante garantir aos profissionais da instituição as condições necessárias para que eles possam executar o trabalho sem problemas. Estruturas fantásticas não são a realidade das escolas no Brasil, mas é necessário que, ao menos, o básico seja oferecido. Assim, torna-se mais justo para o professor a cobrança por resultados acadêmicos.

4. Criar relação próxima com as famílias dos alunos

Valorizar o corpo pedagógico é necessário para conseguir atingir bons resultados dentro das salas de aula. No entanto, horizontalizar ainda mais o processo, incluindo as famílias dos alunos, também pode trazer resultados interessantes. Caso o jovem não se sinta motivado a estudar, a mudança de pensamento pode ser iniciada dentro de casa, com o apoio da família.

Pais e outros parentes próximos também podem ajudar a escola a conhecer melhor sobre os seus alunos. Mais importante do que avaliar o conhecimento deles por meio de uma prova é saber mais sobre as suas necessidades pessoais, além de adequar o seu ritmo às avaliações da escola.

5. Diversificar o ensino em sala de aula

Pensar que todos os alunos podem ser submetidos aos mesmos critérios de avaliação é um dos principais erros cometidos por muitas escolas no Brasil. Muitas vezes, o estudante se sente desmotivado por não conseguir acompanhar o ritmo da sua turma, por mais que o queira fazer. Em outros casos, os critérios impostos podem não o avaliar da melhor forma.

Nesse sentido, trazer uma diversidade de métodos educacionais para dentro da sala de aula é necessário. Não só nas avaliações, mas também no ensinamento da matéria. Assim, é possível estimular os alunos a quererem estudar – algo que, com certeza, contribuirá para a diminuição da evasão escolar.